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domingo, 17 de abril de 2011

Estrutura de Mercado e Falhas de Mercado

Em economia, Estrutura de Mercado refere-se à descrição de determinado mercado quanto à interação e competição das empresas que nele atuam.

A descrição de determinado mercado inclui:

a) Informações específicas sobre o número de empresas existentes naquele mercado, a existência ou não de barreiras à entrada ou saída e as expectativas acerca das ações futuras das empresas competidoras e do número de empresas.

b) As ações disponíveis para cada firma quanto à escolha do preço, da quantidade a ser produzida e da localização.

Inicialmente, podemos dividir os mercados em dois grandes grupos:

Mercados deConcorrência Perfeita e Mercado de Concorrência Imperfeita.

Mercados de Concorrência Perfeita: São aqueles nos quais os agentes, compradores e vendedores, comportam-se de forma competitiva, isto é, acreditam que as suas ações não podem interferir no preço do mercado, que é dado. Em concorrência perfeita, a firma só pode decidir sobre a quantidade que produz e não sobre o preço. Costuma-se assumir que os mercados de concorrência perfeita são caracterizados por um grande número de empresas que agem como tomadoras de preços (price takers) e vendem um produto homogêneo para consumidores bem-informados (inexistência de assimetria de informações). Pressupõe-se, também, a inexistência de barreiras à entrada ou à saída do mercado.

Mercado de Concorrência Imperfeita

Monopólio: O Monopólio pode ser definido como a estrutura de mercado caracterizada pela existência de uma única empresa e barreiras significativas à entrada. Além disso, pressupõe-se a inexistência de substitutos próximos para os bens que ele produz.  Diferentemente das empresas em um mercado perfeitamente competitivo, o monopolista se defronta com uma curva de demanda decrescente e pode escolher o preço (price searchers) ou a quantidade que será ofertada do seu produto. Por isso, se quiser aumentar a quantidade vendida, deverá abaixar o preço. As barreiras à entrada podem ser provenientes de patentes, concessão pública, alta tecnologia (vantagens de custos), diferenciação de produtos e economias de escala.

Oligopólio:  O Oligopólio é uma estrutura de mercado caracterizada pela existência de um pequeno número de empresas. Como existe um pequeno número de competidores, as ações de uma empresa, influenciam as decisões das demais. Existe uma grande variedade de resultados possíveis para um oligopólio. Se houver uma grande competição entre as empresas, o resultado pode se aproximar daquele que se obtém em concorrência perfeita (preços baixos e grande quantidade vendida). Por outro lado, as empresas podem optar pela cooperação e fixarem preços (cartel). Nesse caso, o oligopólio se aproximaria de um monopólio.

Duopólio: O Duopólio é um caso particular de Oligopólio no qual existem apenas duas empresas no
mercado. Existem basicamente dois tipos de Duopólio:  (1) Duopólio de Cournot: empresas competem em quantidade; e (2) Duopólio de Bertrand: empresas competem em preço.

Concorrência Monopolística: A Concorrência Monopolística é uma estrutura de mercado caracterizada pela existência de poucas barreiras à entrada ou saída e um grande número de empresas que buscam diferenciar seus produtos (com propaganda, serviços, qualidade, facilidades e localização).

Externalidades

Dizemos que ocorre uma externalidade quando a ação de um agente altera o bem-estar de outros. Se a ação de um agente aumentar o bem-estar de outros (benefício social > benefício privado), dizemos que a externalidade é positiva. Por outro lado, se a ação de um agente diminuir o bem-estar de outros (custo social > custo privado), dizemos que a externalidade é negativa.

Exemplos:

(a) Uma empresa que despeja seu lixo em um lago gera uma externalidade negativa aos usuários do lago.

(b) Você fez um lindo jardim em sua casa e gerou uma externalidade positiva a todos os seus vizinhos do bairro que passam em frente a sua casa frequentemente.

Bens de Giffen e Veblen

Trata-se das únicas exceções à Lei Geral da Procura. A quantidade demandada de um bem varia diretamente com o preço do bem, coeteris paribus (curva de procura positivamente inclinada). Bens de Giffen é um tipo de bem inferior. O Bem de Giffen tem esse nome em homenagem a Sir Robert Giffen, que foi citado no século XIX por Alfred Marshall como o criador da ideia.

Os bens de Giffen são bens de pequeno valor, porém de grande importância no orçamento dos consumidores de baixa renda, tais como o pão, farinha de mandioca, etc.

Os bens de Veblen são bens de consumo ostentatório, tais como obras de arte, jóias, tapeçaria e automóveis de luxo.

Invariavelmente, a quantidade procurada de determinado bem ou serviço, é inversamente proporcional a seu preço, segundo os seguintes fatos:

Efeito-renda: Se o preço ao consumidor final aumenta, o mesmo reduz o consumo do mesmo, ocorrendo também seu inverso caso seu preço venha a diminuir.

Efeito-substituição: com o aumento no preço de determinado serviço, os consumidores procuram outro similar de menor valor.

sábado, 19 de março de 2011

Elasticidade

ELASTICIDADE (η)

ELASTICIDADE: Medida da resposta da quantidade demandada ou da quantidade ofertada a variações em seus determinantes. Sensibilidade que uma variável econômica tem em relação a uma outra variável.

ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA (ηpd): mede o quanto a quantidade demandada responde a variações no preço. A elasticidade-preço é a variação percentual da quantidade demandada decorrente de uma variação percentual do preço do bem em questão.

DETERMINANTES:
• Necessidades versus supérfluos: os bens necessários tendem a ter demandas inelásticas. Cabe ressaltar que a classificação de um bem como supérfluo ou necessário não depende das propriedades intrínsecas do bem, mas das preferências do comprador;

• Peso do preço do bem no orçamento do consumidor: bens com maior peso no orçamento tende a ser mais elástico.

• Disponibilidade de substitutos próximos: bens com substitutos próximos tentem a ter uma demanda mais elástica porque é mais fácil para os consumidores trocar um bem por outro;

• Horizonte temporal e geográfico: os bens tendem a ter uma demanda mais elástica em grandes horizontes temporais e geográficos. Quando o preço da gasolina aumenta, a demanda cai pouco nos primeiros meses. No entanto, com o passar do tempo, as pessoas compram carros mais econômicos, passam a usar o transporte coletivo e se mudam para mais perto do local de trabalho. Em alguns anos, mantido o preço elevado, a quantidade demandada de gasolina cai substancialmente.

VARIEDADE DAS CURVAS DE DEMANDA ( Classificação).

• Demanda perfeitamente inelástica ηpd = 0 (um aumento de preço deixa a quantidade demandada inalterada);

• Demanda Inelástica: ηpd < 1,0;

• Demanda com elasticidade unitária ηpd = 1,0 (um aumento de preço tem como conseqüência uma redução da quantidade demandada em magnitude menor);

• Demanda elástica ηpd > 1,0 (um aumento de preço tem como conseqüência uma redução na quantidade demandada em magnitude maior);

• Demanda Perfeitamente Elástica ηpd =∞ (a um determinado preço, os consumidores compram qualquer quantidade).



ELASTICIDADE-RENDA DA DEMANDA (ηYd): medida de quanto a quantidade demandada de um bem varia em relação às variações na renda dos consumidores. A elasticidade-renda é a variação percentual da quantidade demandada decorrente de uma variação percentual da renda do(s) consumidor(es).

CLASSIFICAÇÃO DOS BENS SEGUNDO A ηYd:

• Bem Normal: ηYd = 0;

• Bem Superior ou de Luxo: ηYd > 1,0;

• Bem Normal Necessário: 0  >=  ηYd  >= 1,0;

• Bem Inferior: ηYd < 0,0.


ELASTICIDADE-PREÇO CRUZADA DA DEMANDA (ηxyd): mede a variação percentual da quantidade do Bem X decorrente da variação do preço do Bem Y;

ηxyd  > 0,0 Bens Substitutos;

ηxyd  < 0,0 Bens Complementares.

ηxyd = 0,00 Bens não relacionados, sem relação, independentes.


ELASTICIDADE-PREÇO DA OFERTA (ηs): mede a variação percentual da quantidade ofertada decorrente de uma variação percentual no preço.

VARIEDADE DAS CURVAS DE OFERTA (Classificação).

ηs = 0 Curva de Oferta Perfeitamente Inelástica;

ηs < 1,0 Curva de Oferta Inelástica;

ηs > 1,0 Curva de Oferta Elástica;

ηs = 1,0 Oferta com elasticidade unitária;

ηs =  ∞ Oferta perfeitamente elástica.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Introdução à Economia - 05

Demanda, Oferta e Equilíbrio de Mercado

Breve Histórico: Os fundamentos da análise da demanda ou procura estão alicerçados no conceito subjetivo de utilidade. A utilidade representa o grau de satisfação que os consumidores atribuem aos bens e serviços que podem adquirir no mercado. Como está baseada em aspectos psicológicos ou preferências, a utilidade difere de consumidor para consumidor (uns preferem uísque, outros preferem cerveja etc.).

A Teoria do Valor Utilidade contrapõem-se à chamada Teoria Valor Trabalho, desenvolvida por economistas clássicos. A Teoria do Valor Utilidade pressupõe que um valor de um bem se forma pela sua demanda, isto é, pela satisfação que um bem representa para o consumidor.

A Teoria Valor Trabalho considera que um bem se forma do lado da oferta, através dos custos do trabalho incorporado ao bem. Os custos de produção eram representados basicamente pelo fator mão-de-obra, em que a terra era praticamente gratuita e o capital pouco significativo.

Pode-se dizer que a Teoria do Valor - Utilidade veio complementar a Teoria Valor – Trabalho, pois não era mais possível predizer o comportamento dos preços dos bens apenas com base nos custos da mão de obra ( ou mesmo custos em geral ) sem considerar o lado da demanda ( padrão de gostos, hábitos, renda etc.).

Ademais, a Teoria do Valor Utilidade permitiu distinguir o valor de uso do valor de troca de um bem. O valor de uso é a utilidade que ele representa para o consumidor. Valor de troca se forma pelo preço no mercado, pelo encontro da oferta e da demanda do bem.

Demanda de Mercado

Conceito: A demanda ou procura pode ser definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo.

A procura depende de variáveis que influenciam a escolha do consumidor. São elas: o preço do bem e serviço, o preço dos outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. Para estudar-se a influência dessas variáveis utiliza-se a hipótese do coeteris paribus, ou seja, considera-se cada uma dessas variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor.

Relação entre a quantidade procurada e preço do bem: A Lei Geral da Demanda

Há uma relação inversamente proporcional entre a quantidade procurada e o preço do bem. É a chamada Lei Geral da Demanda. Essa relação pode ser observada a partir dos conceitos de escala de procura, curva de procura ou função demanda.

A curva da demanda é negativamente inclinada devido ao efeito conjunto de dois fatores: o efeito substituição e o efeito renda. Se o preço de um bem aumenta, a queda da quantidade demanda será provocada por esses dois efeitos somados:

a) Efeito substituição: se um bem possui um substituto, ou seja, outro bem similar que satisfaça a mesma necessidade, quando seu preço aumenta, o consumidor passa adquirir o bem substituto, reduzindo assim sua demanda. Exemplo: Fósforo.

b) Efeito renda: quando aumenta o preço de um bem, o consumidor perde o poder aquisitivo, e a demanda por esse produto diminui.

Outras variáveis que afetam a demanda de um bem

Efetivamente, a procura de uma mercadoria não é influenciada apenas por seu preço. Existe uma série de outras variáveis que também afetam a procura.

a) Se a renda dos consumidores aumenta e a demanda do produto também, temos um bem normal.
b) Bem inferior, cuja demanda varia em sentido inverso às variações da renda; exemplo se o consumidor ficar mais rico, diminuirá o consumo de carne de segunda, e aumentará o consumo da carne de primeira.
c) Bens de consumo saciado, quando a demanda do bem, quase não é influenciada pela renda dos consumidores (arroz, farinha, sal, etc.), muitas vezes ocorre a diminuição do consumo deste tipo de bem, devido ao aumento da renda.
d) Bens substitutos, quando há uma relação direta entre o preço de um bem e a quantidade de outro. Exemplo: um aumento no preço da carne deve elevar a demanda de peixe.
e) Bens complementares: São bens que podem ser utilizados em conjunto ou que ficam melhores utilizados. Ex: Se aumentar o preço da impressora e a quantidade demandada de cartuchos diminuir é porque a impressora e o cartucho são complementares no consumo.

Oferta de Mercado


Pode-se conceituar oferta como as várias quantidades que os produtores desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. Da mesma maneira que a demanda, a oferta depende de vários fatores; dentre eles, de seu próprio preço, dos demais preços, dos preços dos fatores de produção, das preferências do empresário e da tecnologia.

Diferentemente da função demanda, a função de oferta mostra uma correlação direta entre a quantidade ofertada e nível de preços. É a chamada Lei Geral da Oferta.

Equilíbrio de Mercado


A interação das curvas de demanda e de oferta determina o preço e a quantidade de equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado.

Obs.: Verificar os gráficos feitos em sala de aula.

Introdução à Economia - 04

Introdução a Microeconomia


Conceito: Microeconomia, ou Teoria Geral dos Preços, analisa a formação de preços no mercado, ou seja, como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o preço e a quantidade de um determinado bem ou serviço em mercados específicos. A microeconomia estuda o funcionamento da oferta e da procura na formação do preço no mercado, isto é, o preço sendo obtido pela interação do conjunto dos consumidores com o conjunto de empresas que fabricam um dado bem ou serviço.

Do ponto de vista da economia de empresas, onde se estuda uma empresa específica, prevalece a visão contábil financeira na formação do preço de venda de seu produto, baseada principalmente nos custos de produção, enquanto na Microeconomia prevalece a visão do mercado.

O conceito de empresa possui 2 visões: a econômica e a jurídica. Do ponto de vista econômico, empresas ou estabelecimento comercial é a combinação pelo empresário, dos fatores de produção: capital, trabalho, terra e tecnologia, de modo organizados para se obter o maior volume possível de produção ou de serviços ao menor custo.

Na doutrina jurídica reconhece-se o estabelecimento como uma universalidade de direito, incluindo-se na atividade econômica um complexo de relações jurídicas entre o empresário e a empresa.


Pressupostos básicos da análise microeconômica

A hipótese coeteris paribus ( tudo o mais permanece constante ): o foco de estudo é dirigido apenas àquele mercado, analisando o papel que a oferta e a demanda nele exercem, supondo que outras variáveis interfiram muito pouco, ou que não interfiram de maneira absoluta.

Papel dos preços relativos

Na análise microeconômica, são mais relevantes os preços relativos, isto é, os preços dos bens em relação aos demais, do que os preços absolutos ( isolados) das mercadorias. Exemplo: se o preço do guaraná cair 10%, mas também o preço da soda cair em 10%, nada deve acontecer na demanda dos dois bens, mas se cair apenas o preço do guaraná, permanecendo inalterado o preço da soda, deve-se esperar um aumento na quantidade procurada de guaraná e uma queda na soda. Embora não tenha havido alteração no preço absoluto da soda, seu preço relativo aumentou, quando comparado com o guaraná.

Princípio da Racionalidade

Por esse princípio, os empresários tentam sempre maximizar lucros condicionados pelos custos de produção, os consumidores procuram maximizar sua satisfação no consumo de bens e serviços ( limitados por sua renda e pelos preços das mercadorias).

Aplicações da análise microeconômica

A teoria microeconômica não é um manual de técnicas para a tomada de decisões do dia-a-dia, mesmo assim ela representa uma ferramenta útil para esclarecer políticas e estratégias, dentro de um horizonte de planejamento, tanto em nível de empresas quanto de nível de política econômica.

Para as empresas, a análise microeconômica pode subsidiar as seguintes decisões:

Políticas de preços da empresa.

Previsão de demanda e faturamento.

Previsão de custos de produção.

Decisões ótimas de produção (melhor combinação dos custos de produção).

Avaliação e elaboração de projetos de investimentos (análise custo/benefício)

Política de propaganda e publicidade.

Localização da empresa.


Em relação da política econômica, pode contribuir na análise e tomada de decisões das seguintes questões:

Efeitos de impostos sobre mercados específicos.

Política de subsídios.

Fixação de preços mínimos na agricultura.

Controle de preços

Política Salarial

Políticas de tarifas públicas. (água, luz, etc.).


Divisão do estudo microeconômico

• Análise da Demanda: A Teoria da Demanda ou Procura de uma mercadoria ou serviço divide-se em Teoria do Consumidor e Teoria da Demanda de Mercado.

• Análise da Oferta: A Teoria da Oferta de um bem ou serviço também se subdivide em oferta de firma individual e oferta de mercado.

• Análise das estruturas de mercado: A partir da demanda e da oferta de mercado são determinados o preço e a quantidade de um bem ou serviço.

* As estruturas de mercado de bens e serviços ( venda ) são:

a) concorrência perfeita; b) monopólio; c) oligopólio d) concorrência imperfeita ou monopolista;

• As estruturas de mercado de fatores de produção ( compra ) são:

a) concorrência perfeita; b) monopólio bilateral; c) monopsônio;

d) oligopsônio.


• Teoria do equilíbrio geral: A análise do equilíbrio geral leva em conta as inter-relações entre todos os mercados, procurando analisar se o comportamento independente de cada agente econômico conduz todos a uma posição de equilíbrio global, embora todos sejam, na realidade, interdependente.

Introdução à Economia - 03

Sistemas Econômicos


Pode ser definido como sendo a forma política, social e econômica pela qual está organizada uma sociedade, e como a sociedade responde as questões fundamentais da economia.

Os sistemas econômicos podem ser classificados em:

A) Sistema capitalista, ou economia de mercado: É aquele regido pelas forças de mercado, predominando a livre iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção.

B) Sistema socialista ou economia centralizada, ou ainda economia planificada: É aquele em que as questões econômicas fundamentais são resolvidas por um órgão central de planejamento (agente planificador), predominando a propriedade pública dos fatores de produção.

Modelo de Economia Aberta


Sistema Econômico Geral (Fechado e Aberto).

Reunião dos diversos elementos (fatores produção) que participam da produção de bens e serviços para atender às necessidades da sociedade.

Há na economia quatro agentes econômicos que são eles: As Famílias, as Unidades de Produção, o Governo e o Resto do Mundo.

Unidades de Produção: (Empresas)

Há três setores que constituem o aparelho de produção de uma economia nacional que são eles:

- O setor primário ou agropecuário que é formado por lavouras (culturas permanentes temporárias, horticultura e floricultura); produção animal e derivados (criação e abate de fados e aves, pesca e caça); extração vegetal (produção florestal e extração vegetal) e indústria rural (beneficiamento ou transformação de produtos agropecuários). Este setor é caracterizado pela baixa mecanização.

- O setor secundário ou industrial, formado pelas indústrias extrativas mineral (extração de minerais metálicos e não metálicos); indústria de transformação (transformam matéria-prima em produto acabado); indústria de construção (todas) e serviços industriais de utilidade pública (produção transmissão e distribuição de energia elétrica, tratamento e distribuição de água) Este setor é caracterizado pela grande mecanização.

- O setor terciário ou de serviços que é formado pelo setor comercial (comércio) atacadista e varejista, intermediários financeiros (bancos em geral); transportes e comunicações (transportes aéreos, ferroviários, hidroviários e rodoviários); serviços de telecomunicação; postais e telégrafos; autônomos (todos os profissionais autônomos) e outros serviços diversos (ensino, assistência médico hospitalar, atividades religiosas, prestação de serviços em geral e profissionais liberais).

Caracterizando os três setores por qualificações de bens temos: os setores primário e secundário trabalhando com bens tangíveis (que são os que possuem matéria física) e o terciário com os intangíveis (que são os bens que não possuem matéria física)

As empresas englobam o complexo de produção, onde os três setores econômicos (primário, secundário e terciário) que descrevemos acima, interagem entre si, produzindo os bens e serviços finais que atenderão as necessidades de consumo e acumulação da sociedade. Os três setores econômicos não são independentes, não são auto-suficientes, entre eles existem relações econômicas, intersetoriais e intrasetoriais.

O trabalho é a parte fundamental de desenvolvimento produtivo.

Ela é dividida em População ativa e inativa:

Ativa  = Ela intervém no processo produtivo e são:
- Empregados=todos que tem trabalho remunerados ou afastados por doença/licença.
-Desempregados= aqueles que têm condições de idade e capacidade física e mental, mas por alguma circunstancia não trabalham.

Inativa = São aqueles que só consomem:
-Aposentados, estudantes, donas-de casa, incapacitados para trabalhar.

Também na formação da economia nacional encontramos as famílias que são todos os que detêm os Recursos de produção que são os recursos econômicos utilizados pelas empresas nas atividades produtivas por meio dos quais é possível produzir bens e ou serviços finais que atenderão as necessidades de consumo e acumulação da sociedade. São recursos de produção capital social, capital, recursos naturais, mão-de-obra, capacidade tecnológica e capacidade empresarial.

Temos, também, o governo (Federal, Estadual e Municipal) que é o agente econômico que atua como produtor de serviços socialmente necessários, atua também como agente redistribuídor de renda (Renda é o pagamento pelo uso dos fatores de produção temos como exemplo o pagemento que as empresas fazem às famílias pelo uso da mão-de-obra (salários) outros exemplos temos: os juros, o lucro, os alugueis, etc) e realizador de investimentos que resultam na variação da formação bruta de capital fixo.

Por último temos o “Resto do mundo” que é um agente econômico que também interfere em uma economia nacional. Ele engloba as economias externas que, por suas vezes, constituem-se da mesma forma que a economia nacional, ou seja, empresas, famílias e governo. Um Sistema Econômico é Aberto quando tem relações com o Resto do Mundo e é Fechado quando não o tem.

Descrevemos acima os quatro agentes econômicos (Sendo os três primeiros constituintes de uma economia nacional). Vamos a partir de agora detalhar como eles trabalham, interagem juntos para o bom funcionamento, harmonia, de uma economia nacional.

Primeiramente temos as famílias ou unidades familiares que fornecerão os Recursos de Produção para as empresas (Fluxo real – que é o fluxo econômico onde temos a circulação de bens e serviços finais) e esta em contrapartida pagará as famílias pelo uso dos recursos de produção em forma de Renda, fluxo monetário. (Temos fluxo monetário quando há a circulação de moeda).

As empresas que com o uso dos Recursos de produção, produz bens e serviços finais e os vende as famílias e/ou governo, temos novamente o fluxo real. Em contra partida as famílias e/ou governo pagam pela aquisição dos bens produzidos ao preço de mercado, temos fluxo monetário.

Desenvolvemos acima o chamado “Mercado de Recursos Produtivos”, mercado de bens e serviços finais.

Empresas e famílias interagem com o governo da seguinte forma:

O governo fornece serviços públicos e formação de capital social de interesse das empresas e/ou famílias; fluxo real. As empresas e/ou pagam tributos; fluxo monetário. Os tributos pagos pela família são tributos diretos (Tributos Diretos é a parcela da arrecadação tributária total que atinge as propriedades e as rendas das unidades familiares e das empresas; entre as categorias que atingem as propriedades, citam-se como exemplos os impostos prediais e territoriais, que em geral representam uma pequena parcela do total da tributação direta). A maior parte é constituída pelos tributos que incidem sobre as remunerações dos fatores de produção, ou seja, sobre a renda cujo o exemplo notório e o Imposto de Renda (I.R.). No caso das empresas temos os tributos diretos (sobre a renda) e indiretos que serão repassados as famílias no preço da mercadoria (Tributos indiretos é a parcela da arrecadação tributária total que se introduz entre os preços dos bens e serviços pagos pelos consumidores e os correspondentes valores efetivamente recebidos pelas empresas); são tributos que oneram as transações referentes ao movimento e a utilização dos bens e serviços produzidos, o ônus desses tributos geralmente se transfere ao consumidor final, embora sua arrecadação seja feita através das empresas.

As famílias fornecem ao governo os recursos de produção e as empresas fornecem ao governo bens e serviços finais, fluxo real. Por sua vez, o governo, paga às famílias pelo uso dos recursos de produção e as empresas pela aquisição dos bens e serviços finais, fluxo monetário.

Descrevemos até então, uma economia nacional. Agora vamos descrever como essa economia, mantêm relações com uma economia internacional (externa). Lembrando sempre que uma economia externa funciona igualmente a economia nacional.

Iremos chamar a economia nacional de “nacional” e a internacional de “externa”.

A nacional exporta bens e serviços finais da externa, fluxo real. Em contrapartida a externa paga por esses bens e serviços que ela importou, fluxo monetário.

A nacional importa bens e serviços finais da externa, fluxo real e paga por esses bens e serviços, fluxo monetário.

Existem também as transferências unilaterais que atualmente em sua maioria são todas de fluxo monetário. Transferências unilaterais ocorre quando um país manda dinheiro, bens ou serviços para fora (outro país) e não recebe a contrapartida. Exemplificando um pai que paga a faculdade de seu filho no exterior, manda o dinheiro para seu filho pagar a faculdade e não recebe nada de contrapartida, pois o dinheiro será utilizado na economia externa (Transações unilaterais são transações econômicas nas quais verificam-se apenas um fluxo, não havendo a contrapartida.).

As transações comerciais entre um país e outro podem ser melhores evidenciadas através do Balanço Internacional de Pagamentos que é um demonstrativo econômico que evidencia as transações econômicas que ocorrem entre os residentes e os não residentes de uma economia nacional.

Dividem-se em “transações correntes” que englobam os fluxos reais de bens e serviços e os pagamentos correspondentes às receitas e despesas realizadas e “movimentos de capital” que registram os créditos e débitos resultantes dos fluxos reais, relevando as variações havidas na posição credora / devedora do país, quanto às suas reservas monetárias internacionais. Englobam ainda as transações que possuem caráter essencialmente financeiro como, por exemplo, os ingressos de capital de empréstimo e de risco no país e as saídas de divisas pertencentes a residentes no país, com vista a aplicações no exterior.

As transações correntes englobam a Balança Comercial que evidencia as importações e exportações de mercadorias e serviços a preço FOB (Free on board, livre no embarque). Balança de Serviços que englobam as viagens internacionais, os seguros e fretes internacionais rendas de capitais, os serviços governamentais e serviços diversos e a Balança de Donativos que caracteriza as transações econômicas unilaterais. Os movimentos de capital, englobam os investimentos estrangeiros líquidos, empréstimos a curto, médio e longo prazo e as amortizações.

(Obs.: Verifiquem o Fluxograma feito em sala de aula)

Introdução à Economia - 02

Escassez e Escolha


Como já vimos, a sociedade não dispõe de recursos produtivos em quantidade suficiente para produzir tudo o que a população deseja.

Assim é que toda sociedade, qualquer que seja sua organização política, se defronta com quatro questões econômicas básicas: O que produzir? Como Produzir? Para quem produzir? Quanto Produzir?

1- O que produzir?

Já que não se pode produzir a quantidade desejada pela sociedade dos mais diversos tipos de bens e serviços, a sociedade deve escolher entre as varias alternativas, quais bens e serviços que serão produzidos, e em que quantidades.

Devemos produzir mais eletrodomésticos do que alimentos? Mais roupas e menos alimentos? Quanto de cada?

2- Como Produzir?

Essa mesma sociedade tem que decidir a maneira pela qual o conjunto de bens escolhido será produzido.

Normalmente os bens podem ser obtidos mediante diferentes combinações de recursos e técnicas. Nesse sentido, deve-se optar pela técnica que resulte no menor custo por unidade de produto a ser obtido.

3- Para quem produzir?

Uma vez decidido que bens produzir e como produzi-los, a sociedade tem de tomar uma terceira decisão fundamental: quem irá receber esses bens e serviços? Esses bens e serviços deverão ser distribuídos entre os diferentes indivíduos que compõem a sociedade. E, de que maneira essa distribuição ocorrerá? Será que todas as pessoas receberão a mesma quantidade de bens e serviços? Ou será que a distribuição de bens e serviços será feita segundo a contribuição de cada um à produção? Ou cada um segundo a sua necessidade.

4- Quanto Produzir?

A sociedade de responder qual a quantidade necessária para a satisfação das necessidades da população, sem desperdício ou falta.


Curva de Possibilidades de Produção – CPP

Podemos chegar a uma rápida conclusão que a Economia é uma ciência ligada a problemas de escolha.

Vamos exemplificar isso:

Um indivíduo, com alguma qualificação técnica possui uma fazenda com instalações, máquinas, equipamentos e um número fixo de trabalhadores.

Ele irá dedicar-se à agricultura, e para tanto terá que decidir o que e como produzir, isto é como seus recursos produtivos serão distribuídos, quanta terra será destinada à pastagem, café, tomate, etc.

Será que deverá destinar determinados espaços de terra somente para abacaxi, ou laranja? Poderia ter também cana de açúcar, etc.

Como os empregados serão dimensionados para esse trabalho. Vejam que não é muito fácil essa divisória de tarefas a ser executadas.

Para simplificar toda essa indecisão, vamos aternos a somente dois tipos de bens: abacaxi e laranja.

Quadro de possibilidades de produção em uma fazenda



Diante desse gráfico acima, digamos que esse fazendeiro queira somente produzir Abacaxis, então veremos que ele poderá ter uma produção máxima de 8000kg na alternativa A. Se fosse a de Laranjas veremos que na alternativa F alcançaríamos o máximo de 5000kg de laranjas.

Se por outro lado ele quiser produzir os dois produtos, então poderemos verificar as possibilidades (De B até E).

Vamos deixar isso mais claro, vendo o gráfico abaixo:

Usaremos o sistema de eixos cartesianos. O eixo vertical (ordenadas), e o eixo horizontal (abscissas). Nas ordenadas teremos abacaxis e nas abscissas laranjas.


Nesse gráfico vemos todas as possibilidades de combinações possíveis entre laranjas e abacaxis, que podem ser estabelecidas, quando todos os recursos estão sendo utilizados.

Eficiência Produtiva

Em nosso caso dessa fazenda, ela estará funcionando de maneira eficiente sempre que aumentarmos a produção de um bem e reduzirmos à do outro bem.

Por exemplo: veja o ponto D, temos lá 5.000kg de abacaxis e 3.000kg de laranjas.

Se o fazendeiro decidisse aumentar a produção de laranjas, poderá passar a operar o ponto E, onde seriam produzidas 4.000kg de laranjas.

Esse aumento de 3.000 p/ 4.000 kg só será possível se uma parte das terras fosse desviada para a produção de laranjas, onde teríamos uma redução de 5.000 p/ 3.000 kg de abacaxis.

Poderemos finalizar dizendo que a fazenda que estiver usando eficientemente seus recursos indicaria uma condição favorável de pleno emprego de fatores produtivos.

Custo de Oportunidade.

É uma expressão utilizada para exprimir os custos em termo de alternativas sacrificadas. O que é isso?

Veja no mesmo exemplo da fazenda:

Se pegarmos o ponto C da curva (6.000 kg de abacaxis e 2.000kg de laranjas) e quisermos ir para o ponto D aumentando a produção de laranja para 3.000kg – teríamos aqui conseguido o sacrifício de 1.000 kg de abacaxis, e daí o acréscimo de 1.000kg de laranjas e diminuição de 1.000 kg de abacaxis, daí o que se chama custo de oportunidade.

Desemprego de fatores produtivos.

Pode acontecer muitas vezes que a fazenda esteja produzindo abaixo de suas possibilidades. Isso ocorre quando os fatores de produção estão ociosos (terras inativas, trabalhadores e máquinas desocupadas).

Essa situação é representada pelo ponto G no interior da curva de possibilidades de produção.

Nesta condição a produção de abacaxis e laranjas podem ser aumentadas até alcançar a curva, simplesmente utilizando o serviço dos fatores ociosos.

Se eu colocar um ponto H fora da curva?

Esse ponto será inatingível (dados os meus atuais fatores de produção), ao menos que compremos novas terras, máquinas, Equipamentos, mão de obra, enfim os fatores de produção são insuficientes para tal realização. Dizemos então que o ponto H é impossível de se produzir dentro dos meus atuais fatores de produção.

Deslocamento da Curva de Possibilidade de Produção

Isso pode ocorrer fundamentalmente tanto em função do aumento da quantidade física de fatores de produção quanto em função de melhor aproveitamento dos recursos já existentes, o que pode ocorrer com o progresso tecnológico, maior eficiência produtiva e organizacional das empresas e melhoria no grau de qualificação da mão-de-obra. Se estivermos tratando de uma empresa ou no nosso exemplo da fazenda dizemos que houve um deslocamento da CPP para a CPP2 (onde esta o acréscimo de fatores produtivos), mas se estivermos falando de um sistema econômico, de uma economia, dizemos que houve Crescimento Econômico.

Introdução à Economia - 01

Conceito: É uma ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas.

Em qualquer sociedade, os recursos ou fatores de produção são escassos; contudo as necessidades humanas são ilimitadas, e sempre se renovam. Isso obriga a sociedade a escolher entre alternativas de produção e de distribuição dos resultados da atividade produtiva aos vários grupos da sociedade.

Palavra vinda do grego Oikonomia

Oikos- casa, fortuna, riqueza.

Nomos-lei, regra, administração.

Portanto poderíamos ter uma noção de estudo e administração de uma coisa pública, ou um Estado.

Problema Central

A escassez é o problema econômico central de qualquer sociedade. Não houvesse escassez não haveria necessidade de se estudar Economia.

A escassez existe porque as necessidades humanas precisam ser satisfeitas através do consumo dos mais diversos tipos de bens- alimentos, vestuário, moradia etc. Serviços: transportes , saúde ,educação etc.

Notamos também que essas necessidades são ilimitadas.

Portanto, essas necessidades de bens e serviços compõem juntos o que se chama Produção econômica, onde reúne os fatores de produção: recursos naturais, trabalho e capital.

Bens = algumas coisas que resultam da produção econômica e que direta ou indiretamente satisfaz as necessidades humanas. Ex. alimentos, vestuário , veículos , etc.

Serviços = são atos executados por pessoas ou empresas, que também satisfazem as necessidades humanas, mas não é tangível, Ex. Consultório médico, advocatício, contábil, cabeleireiros etc.

Bens de consumo: são aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser duráveis como um veículo , móveis , eletrodomésticos, etc. Não duráveis como alimentos roupas,remédios, etc..

Bens de capital = são aqueles que permitirão a feitura de outros bens utilizando para isso maquinas, equipamentos, instalações, computadores, matérias-primas, etc.

É muito comum e corriqueiro falarmos de capital como dinheiro, ações, certificados de aplicações etc., mas isso em Economia significa capital financeiro.

Bens Intermediários: são transformados ou agregados na produção de outros bens e que são consumidos totalmente no processo produtivo (insumos, matérias-primas e componentes).

Fatores de Produção: são constituídas pelos recursos humanos (trabalho e capacidade empresarial), terra, capital e tecnologia.

Tanto os bens de consumo, como os de capital são denominados de bens finais. Porque já passaram por todos os processos de transformação possíveis, significando que estão acabados.

Para que haja produção os Agentes Econômicos, que são os que participam do processo econômico, são elementos fundamentais para seu êxito, porque eles irão contribuir essencialmente para o funcionamento do sistema econômico. São eles o Consumidor (Famílias), a Empresa, o Governo e o Resto do Mundo.

Recursos Naturais (Terra) são os elementos da natureza, utilizados pelo homem com a finalidade de criar bens. Ex. a terra, a água, minerais, animais etc.

Trabalho = é a contribuição do ser humano, na produção, em forma de atividade física ou mental.

Capital = conjunto de máquinas, equipamentos produzidos pelo homem para facilitar o seu desempenho no trabalho.

Capacidade Empresarial = conjunto de fatores humanos (conhecimento técnico, científico, aptidão, etc) que possibilitam a gestão de empresas.

Tecnologia = conjunto de conhecimentos destinados a produção.

Tudo isso reunido é o que chamamos de Fatores da Produção, pois eles irão produzir os bens e serviços de que tanto precisamos.

A Economia é considerada uma ciência social (Ciência Humana Aplicada), porque estuda a organização e funcionamento da sociedade. Ela relaciona-se com o comportamento humano, e estuda como as pessoas e as organizações se empenham na produção, troca e consumo de bens e serviços.

O problema fundamental da economia é a impossibilidade de se produzir bens e serviços em quantidades ilimitadas para satisfazer as necessidades humanas permanentemente ampliadas, pois os fatores da produção existem em quantidades limitadas. Este fato também é conhecido como lei da escassez.

E naturalmente, o ser humano quanto mais tem, mais quer. Nossos desejos materiais são virtualmente insaciáveis e ilimitados.

Após tudo isso, podemos considerar uma Teoria Econômica como sendo um ramo do conhecimento humano que estuda as leis que regem a produção, a distribuição, o consumo e a circulação de bens e serviços numa sociedade. Esse estudo sobre o funcionamento de um sistema econômico contribui sobremaneira para que tenhamos uma expectativa de vida um pouco melhor.

Quando empregamos para a produção um Fator de Produção esses resultam em uma renda ou remuneração. Cada fator de produção corresponde a uma remuneração, a saber:


Fator de Produção -  Tipo de Remuneração

Trabalho  - Salário

Capital -  Juro

Terra  - Aluguel

Tecnologia -  Royalty

Capacidade empresarial  - Lucro

Remuneração ou renda é o pagamento pelo uso dos fatores de produção.